Carolina Magalhães
Se você está começando a se aventurar em viagens, segue um checklist para ajudar na sua jornada. As dicas foram pensadas para um perfil de viajante de classe média que procura aproveitar esses momentos com bom custo-benefício.
> Lugar no avião:se o seu voo for longo, esqueça a janela e foque no corredor. Poder se levantar quantas vezes quiser, sem pedir licença a um estranho que pode estar dormindo profundamente, vale ouro.
> Localização no destino:mais importante do que se hospedar ao lado de um cartão-postal é garantir facilidade de locomoção pela cidade. Em alguns lugares, isso significa escolher um local central, mas em cidades grandes o ideal é estar próximo ao metrô ou ao transporte público que você irá utilizar. Isso, claro, levando em conta a segurança da região e se o bairro é recomendado para turistas.
> Deslocamento:além da passagem aérea e da hospedagem, você precisa planejar os deslocamentos. Se o seu roteiro prevê troca de países ou de cidades distantes, vale comprar as passagens com antecedência. O app da Omio é uma boa solução, pois reúne opções de trens, ônibus, voos e barcos. Se você for alugar carro, lembre-se de verificar se o destino exige a Permissão Internacional para Dirigir e providencie o documento com antecedência.
> Mala:viajar sem mala despachada, usando apenas mala de mão e mochila, é uma economia e também uma praticidade. Para organizar a mala, acompanhe a previsão do tempo do destino e já deixe a cidade salva no celular.
> Calçados:escolha saltos baixos, pois você vai andar muito. Prefira sapatos com pelo menos um ano de uso. Em 2025, comprei um tênis de passeio meses antes da viagem, achando que ele estaria maleável o suficiente. Puro engano:ganhei seis bolhas nos pés. Um ano depois, esse mesmo tênis foi um aliado. Pés cansados são normais; machucados, não. Por precaução, leve band-aid.
> Roupas:planeje seus looks. Monte uma mala inteligente, com roupas confortáveis e bonitas para as fotos. Algumas peças são coringa, como blazer preto — que uso tanto com legging quanto com roupa mais arrumada. Calças sociais amplas são confortáveis e funcionam bem com tênis. Meia-calça resolve o uso de saias e shorts caso refresque, e usar tênis de passeio com elas é muito confortável. Lembre-se:acessórios mudam o visual e ocupam pouco espaço na mala.
> Ecobag:em viagem, ela é a bolsa. Não pesa, cabe muita coisa e fica junto ao corpo.
> Doleira:use na cintura, por dentro da roupa, com o passaporte. Ele é o item mais importante da sua viagem.
> Sacola de viagem dobrável:se você viaja sem mala despachada, mas teme precisar despachar algo no retorno por causa das compras, leve uma sacola dobrável. Assim, você evita ter que pagar, além do despacho, por uma mala nova.
> Adaptador de tomada universal:nunca se sabe quando ele será necessário, e não dá para ficar sem carregar os equipamentos.
> Powerbank:manter-se conectado é parte importante da viagem. O Google resolve trajetos, indica linhas de metrô e paradas. Você pode precisar do Uber; diversos ingressos estarão salvos no celular. E tudo isso — além das fotos e dos vídeos — consome bateria. Ter um powerbank na ecobag ajuda muito.
> Plano de dados:para se manter conectado, tenha um plano internacional ou verifique outra solução, como um chip local ou eSIM.
> Meios de pagamento:eu uso o cartão da Wise, mas já ouvi ótimos relatos também sobre o Nomad. O importante é ter uma dessas opções. Você pode ir economizando e enviando dinheiro para a conta; quando souber o destino da próxima viagem, converte para a moeda local. Além do cartão de débito, vale levar um cartão de crédito internacional — lembre-se de ativar o aviso de viagem, se o seu cartão tiver essa função — e alguma quantia em espécie.
> Proteja-se:óculos de sol, protetor solar, protetor labial, boné, chapéu, touca… leve tudo o que puder ajudar a manter você confortável e saudável na viagem. Você sabia que a neve queima mais a pele do que a beira da praia? O sol reflete no branco e vai todo em você. Na mesma linha:beba água. Na ecobag, eu sempre levo uma garrafinha, que encho no hotel, na rua ou substituo por outra comprada no caminho. O importante é se manter hidratado. E, claro, faça seguro viagem.
> Ingressos:compre as atrações mais concorridas com antecedência pela internet e leve os ingressos impressos e/ou salvos no celular. Isso evita filas e a perda de uma atração desejada. O ingresso mais difícil que comprei até hoje foi para a casa da Anne Frank, em Amsterdam. Descobri que precisaria acordar às 5h, no Brasil, em uma terça-feira antes da viagem para garantir a compra — e deu certo.
> Antecipe-se:acorde cedo e vá aos pontos turísticos movimentados para fazer fotos. Compre ingressos para os primeiros horários e vá direto para a fila. Você ganha tempo, tem uma experiência mais tranquila, consegue fotos melhores e, quando todo mundo estiver se acotovelando diante da Mona Lisa ou na Fontana di Trevi, você estará sossegado tirando um cochilo no hotel.
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